Pombal
Presidente da Junta de Freguesia:
António Alberto Lopes Sá
Eleito pelo PSD-CDSPP
Contacto:
966224015
Pombal é uma terra cuja povoação é sede de uma freguesia com o mesmo nome, pertencente ao concelho de Carrazeda de Ansiães, de cuja vila dista cerca de 10 quilómetros. Fica situada na margem esquerda do rio Tua, num vale, mas que inclui encostas muito declivosas para o mesmo rio.
As suas referências antigas andam ligadas ao Castelo de Ansiães e à Igreja de Marzagão de que fez parte. Contudo, podemos situar as suas origens em épocas mais remotas, que vão até à ocupação mourisca, como nos indicam os topónimos de Castelejo, Castelo dos Mouros e também a Lenda da Moura Encantada.
A freguesia de Pombal com a sua Igreja é instituída depois da Formação de Portugal, e incluía a aldeia de Paradela que ainda hoje lhe está anexa. O Morgadio dos Távoras possuía bens ali no Pombal.
Em 6 de Dezembro de 1866 foram autorizados a montar uma destilaria de vinho para transformar em aguardente, o Padre Joaquim da Veiga Martins da Samorinha e António Lopes Ribeiro de Carrazeda de Ansiães. E também a António de Noronha Botelho de Magalhães e Manuel de Sousa do lugar de Amieiro (concelho de Alijó), para instalarem outra na Quinta de Barrabás.
Por volta desta data rondaria os 213 fogos e 880 habitantes. Número este que não mais voltou a atingir, embora se aproximasse, como em 1890, e em 1950 que tinha 875 pessoas.
A população tende a diminuir, pois a sua situação de interioridade, em plena zona montanhosa, onde a agricultura é a actividade principal e quase única, levou à forte emigração para outras zonas do mundo.
É uma agricultura de subsistência, onde os tractores teimam em trabalhar ao lado dos muares que não podem ser substituídos dado o declive do terreno. Azeite, batatas, cortiça, madeira de pinho, frutas, vinho generoso e de consumo, são produtos abundantes. Recentemente e com apoios comunitários ali têm sido exploradas parcelas maiores, com plantações de vinha de benefício, de árvores de frutos secos como as avelãs.
As outras actividades são menos significativas, mas podemos registar em 1992: 2 cafés, 3 mercearias, 1 sapateiro, 2 lagares de azeite, 1 padaria artesanal e outra industrial, e ainda uma adega particular com alguma dimensão.
Já havia água canalizada e sistema de esgotos. As Escolas Pré-Primária e Primária, e a Associação Cultural de Pombal são excelentes notas culturais na localidade. As actividades da Associação Cultural extravasam já a localidade e o concelho, e chegam a levar a cabo a feira dos vinhos, bem como outras iniciativas como o teatro que muito dignificam a terra, o concelho e a região.
É o caso do FARPA, Festival de Artes de Pombal de Ansiães que movimentou muita gente e que foi um sucesso. Em 1998 aconteceu entre 29 de Julho e 7 de Agosto, sendo uma realização conjunta com Teatro em Movimento. Mais de 5000 espectadores observaram 17 espectáculos diversos: teatro, música, pintura. Fotógrafos, actores, técnicos eram mais de 150.
As representações teatrais em Pombal remontam já ao início deste século, pois, por exemplo, em 1927 fez-se ali a representação da peça "Agostinho de Ceuta" por um grupo numeroso de actores orientado por António Areias e integrados no "Clube Ancianista", uma colectividade percursora da ARCPA.
Em 1951/52 foi fundado o Centro de Instrução e Recreio de Pombal de Ansiães, também vocacionado para o teatro e liderado por Mário Lima. Desde aí o volume de representações foi grande e mais não houve por falta de espaço adequado.
Em finais dos anos 60 foram representadas várias peças "Dois Jovens Cativos", "Ressonar sem Dormir", orientados por António Garcia e Carlos Fernandes.
É em 1975, dia 18 de Setembro, que é fundada a Associação Recreativa e Cultural de Pombal de Ansiães (ARCPA), por António Garcia e Carlos Fernandes, claro que com muitos outros pombalenses. Em 1985 foi inaugurada a nova sede da ARCPA e houve mais teatro.
Esta Associação tem sede própria, ali junto da Igreja Matriz e do cemitério, sendo o pólo diário de ensaios do seu grupo cénico, mas também do convívio dos seus associados.
Locais de visita tem muitos, podendo indicar-lhes alguns: casas bem típicas em granito, onde os patamares exteriores, as varandas de ferro forjado ressaltam à vista agradando a qualquer observador. As ruas estreitas e com interessantes nomes, como a Rua do Concelho que divide a aldeia, a Rua 25 de Abril, (antigamente chamada Rua das Varandas), A Rua do Terreiro, a Rua de S. Pedro, a Fonte do Gricho perto do cemitério.
Em frente deste, a Igreja tem Torre sineira central em cantaria, um interior com riquíssima talha dourada quer no altar-mor quer nos laterais; o tecto em abóbada com pinturas de madeira com que é forrado e que naquela altura estava a precisar de restauro; o Coro, a pia baptismal e o bonito púlpito também em granito são dignos da nossa apreciação. É um monumento de 1750.
A natureza mostra-nos a beleza ambiental, com o Monte das Caldas, o Franzilhal / Gavião com elevações e encostas declivosas de respeito.
A freguesia de Pombal de Ansiães inclui as aldeias de Paradela e S.
Lourenço. Esta aldeia está muito perto da linha de Caminho de Ferro do Tua, onde teve estação de comboio, possuindo as Caldas de S. Lourenço, com águas famosas e termais que curam doenças de reumatismo, ou de pele. Como fica a três quilómetros de Pombal, tem ajudado a dar nome à freguesia e a fazer vir um certo turismo até ali, a que não é estranho o facto de ter havido alguma renovação das termas nesta última década.
Apesar de não ter muito mais que uma dúzia de habitações, algumas numas ruínas evidentes, a Capela de S. Lourenço mantém-se rústica e típica, sendo local procurado para ali se juntarem alguns locais ou turistas. Nos períodos de verão, mais de 400 pessoas por dia chegavam a usar as termas e os banhos, mesmo sem terem as condições que em 1998 já possuem.
Paradela fica a caminho de Carrazeda, já numa pequena encosta, tendo um pouco mais de habitantes que S. Lourenço. A sua Igreja, o Largo, as casas com escadas exteriores e a rusticidade do seu ambiente são as características que mais se evidenciam ao passar por ali.
Mas também pode apreciar o bom vinho local, o presunto, o pão caseiro, ou, se quiser, conversar com os locais sobre histórias do passado vividas na terra. O Cruzeiro onde fazem a festa ou Junto da Fonte podem ser bons lugares para isso.
Por outro lado, há já quem tenha condições hoteleiras ou de turismo rural para ali se poderem deliciar com a natureza, o bom que ela tem, assim como de certos trabalhos rurais que ainda se vão praticando.
Não se esqueça, contudo, de pedir para assistir aos trabalhos culturais da sua Associação Cultural, ou de visitar todos os rústicos recantos que Pombal, Paradela e S. Lourenço lhe oferecem à boa maneira transmontana.
António Alberto Lopes Sá
Eleito pelo PSD-CDSPP
Contacto:
966224015
Pombal é uma terra cuja povoação é sede de uma freguesia com o mesmo nome, pertencente ao concelho de Carrazeda de Ansiães, de cuja vila dista cerca de 10 quilómetros. Fica situada na margem esquerda do rio Tua, num vale, mas que inclui encostas muito declivosas para o mesmo rio.
As suas referências antigas andam ligadas ao Castelo de Ansiães e à Igreja de Marzagão de que fez parte. Contudo, podemos situar as suas origens em épocas mais remotas, que vão até à ocupação mourisca, como nos indicam os topónimos de Castelejo, Castelo dos Mouros e também a Lenda da Moura Encantada.
A freguesia de Pombal com a sua Igreja é instituída depois da Formação de Portugal, e incluía a aldeia de Paradela que ainda hoje lhe está anexa. O Morgadio dos Távoras possuía bens ali no Pombal.
Em 6 de Dezembro de 1866 foram autorizados a montar uma destilaria de vinho para transformar em aguardente, o Padre Joaquim da Veiga Martins da Samorinha e António Lopes Ribeiro de Carrazeda de Ansiães. E também a António de Noronha Botelho de Magalhães e Manuel de Sousa do lugar de Amieiro (concelho de Alijó), para instalarem outra na Quinta de Barrabás.
Por volta desta data rondaria os 213 fogos e 880 habitantes. Número este que não mais voltou a atingir, embora se aproximasse, como em 1890, e em 1950 que tinha 875 pessoas.
A população tende a diminuir, pois a sua situação de interioridade, em plena zona montanhosa, onde a agricultura é a actividade principal e quase única, levou à forte emigração para outras zonas do mundo.
É uma agricultura de subsistência, onde os tractores teimam em trabalhar ao lado dos muares que não podem ser substituídos dado o declive do terreno. Azeite, batatas, cortiça, madeira de pinho, frutas, vinho generoso e de consumo, são produtos abundantes. Recentemente e com apoios comunitários ali têm sido exploradas parcelas maiores, com plantações de vinha de benefício, de árvores de frutos secos como as avelãs.
As outras actividades são menos significativas, mas podemos registar em 1992: 2 cafés, 3 mercearias, 1 sapateiro, 2 lagares de azeite, 1 padaria artesanal e outra industrial, e ainda uma adega particular com alguma dimensão.
Já havia água canalizada e sistema de esgotos. As Escolas Pré-Primária e Primária, e a Associação Cultural de Pombal são excelentes notas culturais na localidade. As actividades da Associação Cultural extravasam já a localidade e o concelho, e chegam a levar a cabo a feira dos vinhos, bem como outras iniciativas como o teatro que muito dignificam a terra, o concelho e a região.
É o caso do FARPA, Festival de Artes de Pombal de Ansiães que movimentou muita gente e que foi um sucesso. Em 1998 aconteceu entre 29 de Julho e 7 de Agosto, sendo uma realização conjunta com Teatro em Movimento. Mais de 5000 espectadores observaram 17 espectáculos diversos: teatro, música, pintura. Fotógrafos, actores, técnicos eram mais de 150.
As representações teatrais em Pombal remontam já ao início deste século, pois, por exemplo, em 1927 fez-se ali a representação da peça "Agostinho de Ceuta" por um grupo numeroso de actores orientado por António Areias e integrados no "Clube Ancianista", uma colectividade percursora da ARCPA.
Em 1951/52 foi fundado o Centro de Instrução e Recreio de Pombal de Ansiães, também vocacionado para o teatro e liderado por Mário Lima. Desde aí o volume de representações foi grande e mais não houve por falta de espaço adequado.
Em finais dos anos 60 foram representadas várias peças "Dois Jovens Cativos", "Ressonar sem Dormir", orientados por António Garcia e Carlos Fernandes.
É em 1975, dia 18 de Setembro, que é fundada a Associação Recreativa e Cultural de Pombal de Ansiães (ARCPA), por António Garcia e Carlos Fernandes, claro que com muitos outros pombalenses. Em 1985 foi inaugurada a nova sede da ARCPA e houve mais teatro.
Esta Associação tem sede própria, ali junto da Igreja Matriz e do cemitério, sendo o pólo diário de ensaios do seu grupo cénico, mas também do convívio dos seus associados.
Locais de visita tem muitos, podendo indicar-lhes alguns: casas bem típicas em granito, onde os patamares exteriores, as varandas de ferro forjado ressaltam à vista agradando a qualquer observador. As ruas estreitas e com interessantes nomes, como a Rua do Concelho que divide a aldeia, a Rua 25 de Abril, (antigamente chamada Rua das Varandas), A Rua do Terreiro, a Rua de S. Pedro, a Fonte do Gricho perto do cemitério.
Em frente deste, a Igreja tem Torre sineira central em cantaria, um interior com riquíssima talha dourada quer no altar-mor quer nos laterais; o tecto em abóbada com pinturas de madeira com que é forrado e que naquela altura estava a precisar de restauro; o Coro, a pia baptismal e o bonito púlpito também em granito são dignos da nossa apreciação. É um monumento de 1750.
A natureza mostra-nos a beleza ambiental, com o Monte das Caldas, o Franzilhal / Gavião com elevações e encostas declivosas de respeito.
A freguesia de Pombal de Ansiães inclui as aldeias de Paradela e S.
Lourenço. Esta aldeia está muito perto da linha de Caminho de Ferro do Tua, onde teve estação de comboio, possuindo as Caldas de S. Lourenço, com águas famosas e termais que curam doenças de reumatismo, ou de pele. Como fica a três quilómetros de Pombal, tem ajudado a dar nome à freguesia e a fazer vir um certo turismo até ali, a que não é estranho o facto de ter havido alguma renovação das termas nesta última década.
Apesar de não ter muito mais que uma dúzia de habitações, algumas numas ruínas evidentes, a Capela de S. Lourenço mantém-se rústica e típica, sendo local procurado para ali se juntarem alguns locais ou turistas. Nos períodos de verão, mais de 400 pessoas por dia chegavam a usar as termas e os banhos, mesmo sem terem as condições que em 1998 já possuem.
Paradela fica a caminho de Carrazeda, já numa pequena encosta, tendo um pouco mais de habitantes que S. Lourenço. A sua Igreja, o Largo, as casas com escadas exteriores e a rusticidade do seu ambiente são as características que mais se evidenciam ao passar por ali.
Mas também pode apreciar o bom vinho local, o presunto, o pão caseiro, ou, se quiser, conversar com os locais sobre histórias do passado vividas na terra. O Cruzeiro onde fazem a festa ou Junto da Fonte podem ser bons lugares para isso.
Por outro lado, há já quem tenha condições hoteleiras ou de turismo rural para ali se poderem deliciar com a natureza, o bom que ela tem, assim como de certos trabalhos rurais que ainda se vão praticando.
Não se esqueça, contudo, de pedir para assistir aos trabalhos culturais da sua Associação Cultural, ou de visitar todos os rústicos recantos que Pombal, Paradela e S. Lourenço lhe oferecem à boa maneira transmontana.















