Pinhal do Norte
Presidente da Junta de Freguesia:
José Manuel Teixeira Alexandre
Eleito pelo PSD-CDSPP
Contacto:
966518406
Pinhal do Norte é uma aldeia e também freguesia do concelho de Carrazeda de Ansiães donde dista cerca de 12 quilómetros e 5 das Caldas de S. Lourenço.
Fica situada para oeste da sede de concelho, numa encosta à direita da estrada planáltica que de Pombal segue para a Brunheda e dá para o concelho de Murça e de Mirandela, após atravessar uma Ponte sobre o Tua, e na margem esquerda deste rio.
As suas indicações antigas andam interligadas à antiga Vila de Ansiães, pois foi uma vigararia do reitor da freguesia de Marzagão que pertencia à Comenda de S. João no termo daquela Vila. Embora o povoamento seja muito mais antigo remonta certamente a épocas pré históricas, a avaliar pelas numerosas inscrições rupestres que por lá se vão descobrindo.
É em 30 de Janeiro de 1902 que é criada para ali uma Escola Primária Masculina. Em 1864 a paróquia de Nossa Senhora das Neves de Pinhal do Norte tinha 170 fogos e 582 habitantes. Foi em 1900 que atingiu maior número de pessoas com 825. Depois, ora diminuía ora aumentava, mas nunca mais voltou a atingir aquele valor.
As suas gentes dedicam-se à agricultura, com boas produções de amêndoa, azeite, algum vinho, cereal, e possuem bons pomares de abrunheiros, bem como matas de pinheiros e sobreiros que os incêndios têm devorado, diminuindo assim os rendimentos dos seus habitantes.
As actividades restantes não têm grande significado. Há 3 comércios, sendo uma taberna, e dois cafés mistos, isto é com mercearia também. Há ainda um ferrador, um pastor que tem um rebanho de ovelhas.
Já não falta a distribuição de água e esgotos, um Campo de Futebol, Escola Primária, sede de Junta de Freguesia e Associação Cultural. A Escola Primária só tem 8 alunos a frequentá-la.
Há também um ar1esão peculiar que faz santos em madeira com boa aceitação e grau de qualidade, e que tem mostrado o seu produto em várias zonas da região e não só. É António Benigno Catarino, nascido em 1913 e a quem chamam o Santeiro do Pinhal.
Além disso, Pinhal do Nor1e possui outro atractivo, como a Igreja Matriz que tem uma construção lateral direita à entrada do adro, tipo Capela/Casa dos Milagres, e com a data de 1859.
A Capela de S. Bar1olomeu no Largo do Terreiro, tem à direita o cabanal onde o ferrador põe as ferraduras aos animais. Aquela Capela tem a data de 1873, e o espaço alargado que a envolve tem uma fonte/tanque/bebedouro à esquerda, e uma outra fonte de 1927 à direita e com arco redondo.
Este conjunto constitui o centro cívico da povoação onde se costumam juntar os que ali vivem ou que ali acorrem.
É também no Largo do Terreiro que se fazem os arraiais das festas e outros festejos populares; é ali que vão ferrar os animais; é ali que convergem as principais ruas da povoação, todas as descer, e os principais caminhos dos seus terrenos; é ali que se juntam nos feriados e tempos livres para conversarem e passarem o tempo.
A Rua que parte deste Largo e passa defronte da Igreja tem uma particularidade interessante: é pavimentada a grandes lajes graníticas, gastas pelo tempo, mas nem por isso mais direitas e lisas, pois são toscas e com linhas desiguais.
A Igreja Matriz é dos primórdios de 1700 e tem o seu interior riquíssimo, nomeadamente o tecto onde diversos painéis pintados a óleo dão uma deslumbrante apreciação artística. Teve obras de restauro em 1990. Toda rústica e em cantaria bem aparelhada, apresenta uma entrada em portão de solar com dois vasos graníticos de cada lado da entrada.
A Festa principal é a da Senhora das Neves no 1.º Domingo de Agosto, com uma típica procissão que sobe até junto da estrada, para depois descer por outra rua até à Igreja, e tem sempre um sermão ouvido em silêncio e respeito pelos seus devotos.
Há ainda a festa de Santa Eufémia no 2.º Domingo de Setembro, que tem uma procissão da povoação até à Capela de Santa Marinha, já fora do povo. Em pleno campo, tem a Capela da Sr.ª dos Aflitos.
Além da Fonte do Terreiro já indicada junto da capela de S. Bartolomeu), há ainda duas outras fontes fora da povoação, mas que são importantes para os animais onde têm bebedouros e dão água fresca às pessoas que por ali passam para os seus trabalhos ou de regresso deles. São a Fonte da Travessa e a Fonte do Vale.
Pinhal do Norte tem como anexas Sentrilha, Filgueira e Brunheda.
Sentrilha é um aglomerado populacional pequeno, cerca de duas dezenas de habitações e menos habitantes, onde está uma pequena Capela que é por onde passam as pessoas que vão para os seus trabalhos do campo. É a Capela de S. Tomé que é o padroeiro, embora tenha dentro a imagem da Senhora dos Remédios.
Fica situada entre a Serra do Pinhal e o rio Tua, a 20 quilómetros de Carrazeda de Ansiães e tinha 20 habitantes em 1991, sendo 17 adultos e 3 crianças. Tem uma única rua e um largo. A sua actividade é a agrícola, com produções de vinho maduro, azeite e cortiça.
Filgueira era um pequeno lugar que praticamente está despovoado, restando as ruínas das suas habitações e outras construções agrícolas e pecuárias.
Já perto do rio Tua e da linha do comboio, na estrada que de Pombal vai até ao rio e dá ligação para a outra margem e concelho de Murça, fica a povoação de Brunheda, também anexa da freguesia de Pinhal do Norte.
A maioria das habitações situam-se no lado esquerdo dessa estrada, com a Igreja Matriz, o Coreto, uma Fonte granítica de arco arredondado a as casas típicas de escadas exteriores em cantaria, envolvem o largo da aldeia. No meio deste largo está uma fonte com tanque de um lado e de outro, envolvida por um jardim que tem alguns bancos de pedra e árvores que fazem muita sombra.
É ali que se juntam os populares, que fica a paragem dos autocarros e que se fazem as festas. Junto do Tua está a Linha dos Caminhos-de-ferro que tem a estação de Brunheda para servir toda aquela área de Pinhal do Norte e não só.
Tem aquele local uma Ponte de betão que serve de ligação entre as duas margens do rio Tua, e entre o concelho de Carrazeda e o de Murça ou Mirandela, permitindo uma ligação mais rápida à IP4 no nó de Murça ou de Alijó.
Quer sob o ponto de vista ferroviário, quer rodoviário, sempre teve importância como local de passagem das comunicações ao longo dos tempos, como se pode verificar observando os vestígios de uma ponte antiga sobre o Tua dentro do seu termo.
José Manuel Teixeira Alexandre
Eleito pelo PSD-CDSPP
Contacto:
966518406
Pinhal do Norte é uma aldeia e também freguesia do concelho de Carrazeda de Ansiães donde dista cerca de 12 quilómetros e 5 das Caldas de S. Lourenço.
Fica situada para oeste da sede de concelho, numa encosta à direita da estrada planáltica que de Pombal segue para a Brunheda e dá para o concelho de Murça e de Mirandela, após atravessar uma Ponte sobre o Tua, e na margem esquerda deste rio.
As suas indicações antigas andam interligadas à antiga Vila de Ansiães, pois foi uma vigararia do reitor da freguesia de Marzagão que pertencia à Comenda de S. João no termo daquela Vila. Embora o povoamento seja muito mais antigo remonta certamente a épocas pré históricas, a avaliar pelas numerosas inscrições rupestres que por lá se vão descobrindo.
É em 30 de Janeiro de 1902 que é criada para ali uma Escola Primária Masculina. Em 1864 a paróquia de Nossa Senhora das Neves de Pinhal do Norte tinha 170 fogos e 582 habitantes. Foi em 1900 que atingiu maior número de pessoas com 825. Depois, ora diminuía ora aumentava, mas nunca mais voltou a atingir aquele valor.
As suas gentes dedicam-se à agricultura, com boas produções de amêndoa, azeite, algum vinho, cereal, e possuem bons pomares de abrunheiros, bem como matas de pinheiros e sobreiros que os incêndios têm devorado, diminuindo assim os rendimentos dos seus habitantes.
As actividades restantes não têm grande significado. Há 3 comércios, sendo uma taberna, e dois cafés mistos, isto é com mercearia também. Há ainda um ferrador, um pastor que tem um rebanho de ovelhas.
Já não falta a distribuição de água e esgotos, um Campo de Futebol, Escola Primária, sede de Junta de Freguesia e Associação Cultural. A Escola Primária só tem 8 alunos a frequentá-la.
Há também um ar1esão peculiar que faz santos em madeira com boa aceitação e grau de qualidade, e que tem mostrado o seu produto em várias zonas da região e não só. É António Benigno Catarino, nascido em 1913 e a quem chamam o Santeiro do Pinhal.
Além disso, Pinhal do Nor1e possui outro atractivo, como a Igreja Matriz que tem uma construção lateral direita à entrada do adro, tipo Capela/Casa dos Milagres, e com a data de 1859.
A Capela de S. Bar1olomeu no Largo do Terreiro, tem à direita o cabanal onde o ferrador põe as ferraduras aos animais. Aquela Capela tem a data de 1873, e o espaço alargado que a envolve tem uma fonte/tanque/bebedouro à esquerda, e uma outra fonte de 1927 à direita e com arco redondo.
Este conjunto constitui o centro cívico da povoação onde se costumam juntar os que ali vivem ou que ali acorrem.
É também no Largo do Terreiro que se fazem os arraiais das festas e outros festejos populares; é ali que vão ferrar os animais; é ali que convergem as principais ruas da povoação, todas as descer, e os principais caminhos dos seus terrenos; é ali que se juntam nos feriados e tempos livres para conversarem e passarem o tempo.
A Rua que parte deste Largo e passa defronte da Igreja tem uma particularidade interessante: é pavimentada a grandes lajes graníticas, gastas pelo tempo, mas nem por isso mais direitas e lisas, pois são toscas e com linhas desiguais.
A Igreja Matriz é dos primórdios de 1700 e tem o seu interior riquíssimo, nomeadamente o tecto onde diversos painéis pintados a óleo dão uma deslumbrante apreciação artística. Teve obras de restauro em 1990. Toda rústica e em cantaria bem aparelhada, apresenta uma entrada em portão de solar com dois vasos graníticos de cada lado da entrada.
A Festa principal é a da Senhora das Neves no 1.º Domingo de Agosto, com uma típica procissão que sobe até junto da estrada, para depois descer por outra rua até à Igreja, e tem sempre um sermão ouvido em silêncio e respeito pelos seus devotos.
Há ainda a festa de Santa Eufémia no 2.º Domingo de Setembro, que tem uma procissão da povoação até à Capela de Santa Marinha, já fora do povo. Em pleno campo, tem a Capela da Sr.ª dos Aflitos.
Além da Fonte do Terreiro já indicada junto da capela de S. Bartolomeu), há ainda duas outras fontes fora da povoação, mas que são importantes para os animais onde têm bebedouros e dão água fresca às pessoas que por ali passam para os seus trabalhos ou de regresso deles. São a Fonte da Travessa e a Fonte do Vale.
Pinhal do Norte tem como anexas Sentrilha, Filgueira e Brunheda.
Sentrilha é um aglomerado populacional pequeno, cerca de duas dezenas de habitações e menos habitantes, onde está uma pequena Capela que é por onde passam as pessoas que vão para os seus trabalhos do campo. É a Capela de S. Tomé que é o padroeiro, embora tenha dentro a imagem da Senhora dos Remédios.
Fica situada entre a Serra do Pinhal e o rio Tua, a 20 quilómetros de Carrazeda de Ansiães e tinha 20 habitantes em 1991, sendo 17 adultos e 3 crianças. Tem uma única rua e um largo. A sua actividade é a agrícola, com produções de vinho maduro, azeite e cortiça.
Filgueira era um pequeno lugar que praticamente está despovoado, restando as ruínas das suas habitações e outras construções agrícolas e pecuárias.
Já perto do rio Tua e da linha do comboio, na estrada que de Pombal vai até ao rio e dá ligação para a outra margem e concelho de Murça, fica a povoação de Brunheda, também anexa da freguesia de Pinhal do Norte.
A maioria das habitações situam-se no lado esquerdo dessa estrada, com a Igreja Matriz, o Coreto, uma Fonte granítica de arco arredondado a as casas típicas de escadas exteriores em cantaria, envolvem o largo da aldeia. No meio deste largo está uma fonte com tanque de um lado e de outro, envolvida por um jardim que tem alguns bancos de pedra e árvores que fazem muita sombra.
É ali que se juntam os populares, que fica a paragem dos autocarros e que se fazem as festas. Junto do Tua está a Linha dos Caminhos-de-ferro que tem a estação de Brunheda para servir toda aquela área de Pinhal do Norte e não só.
Tem aquele local uma Ponte de betão que serve de ligação entre as duas margens do rio Tua, e entre o concelho de Carrazeda e o de Murça ou Mirandela, permitindo uma ligação mais rápida à IP4 no nó de Murça ou de Alijó.
Quer sob o ponto de vista ferroviário, quer rodoviário, sempre teve importância como local de passagem das comunicações ao longo dos tempos, como se pode verificar observando os vestígios de uma ponte antiga sobre o Tua dentro do seu termo.















