Pereiros
Presidente da Junta de Freguesia:
Filipe Santos Duarte Claro
Eleito pelo PS
Contactos:
278549407
966886177
A freguesia de Pereiros, concelho de Carrazeda de Ansiães, fica a uma dúzia de quilómetros desta vila, nas encostas muito inclinadas que vão para o rio Tua, encaixada num pequeno vale abrigado por várias elevações.
Como por exemplo: o Monte Carvalhal, e os Cabeços da Mata, Precavelos, Cortiçadas e Castelo. Estas elevações têm encostas declivosas e muito rochosas, com matas de sobreiros e não só, difíceis de agricultar e vítimas de incêndios sucessivos.
Situada a 5 quilómetros de Codeçais, na margem esquerda do rio Tua, Santo Amara de Pereiras foi curato amovível "ad nutum" do Bispo de Bragança, tendo passado a reitoria.
O seu passado anda ligado ao antigo concelho de Freixiel, já que fez parte do mesmo até à sua extinção no século XIX (1836).
Por decreto de 31 de Março de 1860, saído no diário do Governo de 17 de Abril desse ano, foi criada em Pereiras a Escola Primária Masculina. Só em 24 de Agosto de 1901 é que se criou para ali a Escola Primária Feminina.
Na segunda metade desse século, 1864, tinha 190 fogos em 633 habitantes. Mas foi em 1900 que atingiu o número máximo de pessoas: 798. Depois oscilou bastante, com descidas e subidas, para nas últimas décadas se verificar uma redução da sua população.
Não há dúvidas que a actividade principal exercida pelos seus habitantes é a agricultura produzindo em quantidade amêndoa, batata, azeite, vinho. Há muita resina, madeira de castanho e pinheiro, e cortiça que davam muitos proveitos, só que esta actividade de silvicultura está quase inactiva devido aos incêndios que têm devorado as matas que envolvem a freguesia.
A criação de gado foi uma fonte de riqueza muito importante, mas agora está reduzida a 3 rebanhos, sendo dois de cabras e um de ovelhas.
Comércios há 2: um café com comércio misto e um supermercado. Ainda têm um barbeiro e um serralheiro. Houve artesanato usando o tear, mas quase não se usa. Mas ainda fazem a renda e usam a roca. Lá vai trabalhando o Lagar de Azeite e 3 fornos que cozem o pão. Para fazer o vinho cada família gosta de ter o seu lagar.
Os seus habitantes gostam de dar a conhecer os seus valiosos monumentos e também muitas das suas particularidades vivenciais.
A Igreja Matriz é uma construção que sobressai no meio do povoado, na parte leste da aldeia, aquela onde o tipo de habitação é ainda o mais rústico e antigo, a mostrar claramente que ali é que nasceu a aldeia. Fica no Largo de Santo Amaro.
Tem uma fachada elegante e arquitectónicamente bem concebida, com Torre Sineira lateral esquerda, de 4 sinos, quadrangular, encimada por uma cúpula, onde está uma cruz. A fachada principal tem o Santo Amaro no nicho rendilhado, superior ao portal. As oliveiras defronte, no adro, escondem a beleza do seu granito, o estilo da sua arte.
A Capela de Santo Amaro fica à saída para a estrada de Codeçais.
Tem duas festas que costumam efectuar todos os anos: a principal é a de Nossa Senhora de Fátima no 2.º Domingo de Julho. Mas também fazem a festividade de Santo Amaro, que é o padroeiro, a 15 de Janeiro.
No Natal ainda fazem uma fogueira para saltarem e manter a tradição, umas vezes à beira da Igreja, outras junto da escola primária.
A Fonte do Vale, já fora da povoação, deita boa e abundante água, onde têm um tanque para beberem os animais e também um tanque para as mulheres lavarem a roupa.
Mas há a Fonte Nova com arco na rua que desce a povoação até à Igreja. Têm ainda outra no Largo da Fonte da Rua que tem porta e está fechada, mas é fonte de mergulho.
O Ribeiro dos Moinhos indica-nos que ali houve muitos moinhos de moer o pão e ali existe a Ponte das algas com um arco redondo, tipo românico tardio.
Já têm as ruas calcetadas, distribuição de água ao domicílio, mas ainda não há esgotos. Para sul do povoado fica a Campo de Futebol.
Uma nota curiosa que observámos foi a característica das suas ruas: pare em jardins de flores variadas nos recantos, hortas envolvendo as habitações cheias de verde das árvores e videiras com ramadas, bancos de pedra nas soleiras das portas que estão também envolvidas por flores.
Pereiros tem como anexa a aldeia de Codeçais. Esta terra está colocada na encosta de uma elevação onde o Cemitério parece formar o cume e a Igreja o meio da aldeia, um pouco mais abaixo. O crescimento da povoação fez-se para a estrada que de Pereiros vai para Brunheda.
Codeçais fica a cerca de 12,5 quilómetros de Carrazeda de Ansiães e faz fronteira com Murça e Mirandela e o rio Tua a banhar-lhe parte do termo. É atravessada por alguns ribeiros, como o Ribeiro da Fonte, o Ribeiro do Videiral e o Ribeiro do Vale da Corsa.
Em 21 de Maio de 1901 é criada ali uma Escola Primária Mista. Já nessa altura, a actividade principal era a agricultura cuja produção ainda é o Vinho do Porto. Mas há azeite, amêndoa, hortaliças, maçã, cerejas, pêras e muita cortiça. Tem alguns emigrantes que regressam à sua terra natal, comprando terrenos, agricultando-os e construindo as suas casas.
Esta aldeia tem um café (mas chegou a ter três tabernas), um minimercado, um ferrador e um pastor. O Lagar de Azeite já não funciona, e havia também um grande Lagar de Vinho, "dos Mesquitas", que fazia vinho tratado. Ainda lá se encontram os armazéns com grandes tonéis e pipas. Nesses velhos tempos até a aldeia tinha Regedor.
Em Codeçais há também um alambique para fazer a aguardente onde o público pode destilar o "bagaço" ou cangaço do vinho. Fornos de cozer o pão, só os particulares, mas tinham o Forno do Povo.
Foi terra onde se produzia muito linho e até houve uma fábrica de seda. Ainda existe um tear mas não é utilizado há muito tempo. Há pouco mais de um ano deixou também de haver sapateiro por falecimento do que havia, e porque ninguém lhe quer seguir a arte.
Em frente da Igreja, do outro lado, está o Campo de Futebol. Perto fica a Eira do Gavião que servia para malhar o cereal com o malho ou mangueira, e tinham também a Eira da Fonte. Para transformar o grão em farinha havia a Azenha no Rio Tua, da qual ainda restam vestígios.
Tem um Chafariz, e uma Fonte Velha em pedra ao ir para a Escola Primária. Esta é frequentada por 8 alunos e funcionou ainda nos Armazéns dos Mesquitas até cerca de 1963. A estação da CP da Linha do Tua a cerca de 2 km tem sido quase o único transporte público da povoação.
Os locais de encontro nos tempos de lazer são a Rua do Cruzeiro, nas escadas e à volta dele, o Bairro Novo ou a Rua dos Olmos. Conversam, jogam à Sueca, mas também ao Chino (Pino). As mulheres fazem meia com agulhas, ou na renda, nas escadas exteriores de suas casas. Para ir à missa, só de 15 em 15 dias, pois o pároco vai de Freixiel.
A Festa principal da aldeia é à Imaculada Conceição dia 8 de Dezembro. Codeçais tem uma Associação Cultural e Recreativa que costuma fazer o Cortejo Carnavalesco, revive o Cantar dos Reis, e, no verão, faz representações teatrais. A sede da Associação é o antigo edifício da escola primária.
Filipe Santos Duarte Claro
Eleito pelo PS
Contactos:
278549407
966886177
A freguesia de Pereiros, concelho de Carrazeda de Ansiães, fica a uma dúzia de quilómetros desta vila, nas encostas muito inclinadas que vão para o rio Tua, encaixada num pequeno vale abrigado por várias elevações.
Como por exemplo: o Monte Carvalhal, e os Cabeços da Mata, Precavelos, Cortiçadas e Castelo. Estas elevações têm encostas declivosas e muito rochosas, com matas de sobreiros e não só, difíceis de agricultar e vítimas de incêndios sucessivos.
Situada a 5 quilómetros de Codeçais, na margem esquerda do rio Tua, Santo Amara de Pereiras foi curato amovível "ad nutum" do Bispo de Bragança, tendo passado a reitoria.
O seu passado anda ligado ao antigo concelho de Freixiel, já que fez parte do mesmo até à sua extinção no século XIX (1836).
Por decreto de 31 de Março de 1860, saído no diário do Governo de 17 de Abril desse ano, foi criada em Pereiras a Escola Primária Masculina. Só em 24 de Agosto de 1901 é que se criou para ali a Escola Primária Feminina.
Na segunda metade desse século, 1864, tinha 190 fogos em 633 habitantes. Mas foi em 1900 que atingiu o número máximo de pessoas: 798. Depois oscilou bastante, com descidas e subidas, para nas últimas décadas se verificar uma redução da sua população.
Não há dúvidas que a actividade principal exercida pelos seus habitantes é a agricultura produzindo em quantidade amêndoa, batata, azeite, vinho. Há muita resina, madeira de castanho e pinheiro, e cortiça que davam muitos proveitos, só que esta actividade de silvicultura está quase inactiva devido aos incêndios que têm devorado as matas que envolvem a freguesia.
A criação de gado foi uma fonte de riqueza muito importante, mas agora está reduzida a 3 rebanhos, sendo dois de cabras e um de ovelhas.
Comércios há 2: um café com comércio misto e um supermercado. Ainda têm um barbeiro e um serralheiro. Houve artesanato usando o tear, mas quase não se usa. Mas ainda fazem a renda e usam a roca. Lá vai trabalhando o Lagar de Azeite e 3 fornos que cozem o pão. Para fazer o vinho cada família gosta de ter o seu lagar.
Os seus habitantes gostam de dar a conhecer os seus valiosos monumentos e também muitas das suas particularidades vivenciais.
A Igreja Matriz é uma construção que sobressai no meio do povoado, na parte leste da aldeia, aquela onde o tipo de habitação é ainda o mais rústico e antigo, a mostrar claramente que ali é que nasceu a aldeia. Fica no Largo de Santo Amaro.
Tem uma fachada elegante e arquitectónicamente bem concebida, com Torre Sineira lateral esquerda, de 4 sinos, quadrangular, encimada por uma cúpula, onde está uma cruz. A fachada principal tem o Santo Amaro no nicho rendilhado, superior ao portal. As oliveiras defronte, no adro, escondem a beleza do seu granito, o estilo da sua arte.
A Capela de Santo Amaro fica à saída para a estrada de Codeçais.
Tem duas festas que costumam efectuar todos os anos: a principal é a de Nossa Senhora de Fátima no 2.º Domingo de Julho. Mas também fazem a festividade de Santo Amaro, que é o padroeiro, a 15 de Janeiro.
No Natal ainda fazem uma fogueira para saltarem e manter a tradição, umas vezes à beira da Igreja, outras junto da escola primária.
A Fonte do Vale, já fora da povoação, deita boa e abundante água, onde têm um tanque para beberem os animais e também um tanque para as mulheres lavarem a roupa.
Mas há a Fonte Nova com arco na rua que desce a povoação até à Igreja. Têm ainda outra no Largo da Fonte da Rua que tem porta e está fechada, mas é fonte de mergulho.
O Ribeiro dos Moinhos indica-nos que ali houve muitos moinhos de moer o pão e ali existe a Ponte das algas com um arco redondo, tipo românico tardio.
Já têm as ruas calcetadas, distribuição de água ao domicílio, mas ainda não há esgotos. Para sul do povoado fica a Campo de Futebol.
Uma nota curiosa que observámos foi a característica das suas ruas: pare em jardins de flores variadas nos recantos, hortas envolvendo as habitações cheias de verde das árvores e videiras com ramadas, bancos de pedra nas soleiras das portas que estão também envolvidas por flores.
Pereiros tem como anexa a aldeia de Codeçais. Esta terra está colocada na encosta de uma elevação onde o Cemitério parece formar o cume e a Igreja o meio da aldeia, um pouco mais abaixo. O crescimento da povoação fez-se para a estrada que de Pereiros vai para Brunheda.
Codeçais fica a cerca de 12,5 quilómetros de Carrazeda de Ansiães e faz fronteira com Murça e Mirandela e o rio Tua a banhar-lhe parte do termo. É atravessada por alguns ribeiros, como o Ribeiro da Fonte, o Ribeiro do Videiral e o Ribeiro do Vale da Corsa.
Em 21 de Maio de 1901 é criada ali uma Escola Primária Mista. Já nessa altura, a actividade principal era a agricultura cuja produção ainda é o Vinho do Porto. Mas há azeite, amêndoa, hortaliças, maçã, cerejas, pêras e muita cortiça. Tem alguns emigrantes que regressam à sua terra natal, comprando terrenos, agricultando-os e construindo as suas casas.
Esta aldeia tem um café (mas chegou a ter três tabernas), um minimercado, um ferrador e um pastor. O Lagar de Azeite já não funciona, e havia também um grande Lagar de Vinho, "dos Mesquitas", que fazia vinho tratado. Ainda lá se encontram os armazéns com grandes tonéis e pipas. Nesses velhos tempos até a aldeia tinha Regedor.
Em Codeçais há também um alambique para fazer a aguardente onde o público pode destilar o "bagaço" ou cangaço do vinho. Fornos de cozer o pão, só os particulares, mas tinham o Forno do Povo.
Foi terra onde se produzia muito linho e até houve uma fábrica de seda. Ainda existe um tear mas não é utilizado há muito tempo. Há pouco mais de um ano deixou também de haver sapateiro por falecimento do que havia, e porque ninguém lhe quer seguir a arte.
Em frente da Igreja, do outro lado, está o Campo de Futebol. Perto fica a Eira do Gavião que servia para malhar o cereal com o malho ou mangueira, e tinham também a Eira da Fonte. Para transformar o grão em farinha havia a Azenha no Rio Tua, da qual ainda restam vestígios.
Tem um Chafariz, e uma Fonte Velha em pedra ao ir para a Escola Primária. Esta é frequentada por 8 alunos e funcionou ainda nos Armazéns dos Mesquitas até cerca de 1963. A estação da CP da Linha do Tua a cerca de 2 km tem sido quase o único transporte público da povoação.
Os locais de encontro nos tempos de lazer são a Rua do Cruzeiro, nas escadas e à volta dele, o Bairro Novo ou a Rua dos Olmos. Conversam, jogam à Sueca, mas também ao Chino (Pino). As mulheres fazem meia com agulhas, ou na renda, nas escadas exteriores de suas casas. Para ir à missa, só de 15 em 15 dias, pois o pároco vai de Freixiel.
A Festa principal da aldeia é à Imaculada Conceição dia 8 de Dezembro. Codeçais tem uma Associação Cultural e Recreativa que costuma fazer o Cortejo Carnavalesco, revive o Cantar dos Reis, e, no verão, faz representações teatrais. A sede da Associação é o antigo edifício da escola primária.















